segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Subjugação


Tantas mentes existem nesse mundo em que nós vivemos. Tantos corações, olhos, bocas... tantos sorrisos, tantas esperanças. As pessoas vem e vão, andam e se recolhem no seus infinitos particulares, imaginando, vivendo a vida que elas mesmas escolheram antes de nascer. Brigas internas, conflitos, aflições. Talvez o mundo não fosse o mar de rosas que sempre imaginamos.
Sofremos simplesmente por viver. Estando a mercê de qualquer estímulo externo; seja a palavra dita, seja um gesto de carinho, um grito, uma punição. É como se fossemos somente uma marionete na mão daquelas pequeninas coisas que direcionam nossas formas de pensar e as nossas atitudes.
Tudo o que queremos, sempre, é sermos dono da própria vida. Mas, infelizmente para todos, isso é impossível. Não conseguimos tomar conta nem dos nossos sentimentos, quanto mais do universo que nos rodeia. Certo dia em frente ao mar, fiquei olhando a lua e as ondas, como normalmente faço em meus cotidianos momentos de reflexão. Parei, observei cada estrela, dei algumas explicações para uma adorável companhia. Mas e só.
Não adianta saber de tudo. Nem adianta ter conhecimento acadêmico, científico, palpável, sem haver coragem no coração de enfrentar, e bater de frente, todo santo dia, cada minuto, cada segundo, contra aquela força que nos ataca friamente.
Já cansei de falar do amor. É como se ele fosse um assunto interminável. Não adianta quantas poesias, quantos textos, quantas músicas falem dele, parece que ele é eterno. No final, tudo o que podemos fazer é exemplifica-lo, e tentar tratar dos sintomas que ele apresenta. Digo: o amor não tem cura.
Qual a forma de contágio, então?
O que leva uma pessoa a se apaixonar por uma, e não por outra? O que necessário para se munir os sentimentos por um outro alguém? Despertar em outrem a paixão mais avassaladora, o sentimento puro e sincero?
Momentos? Seria fácil demais. Atitudes? Idiotice.
Não existe fórmula mágica para se fazer o amor; ainda que o seu nascimento seja um mistério. Apesar de que livros e mais livros foram feitos para se ensinar a como conquistar um ser do sexo oposto. Excelente, a grande maioria deles fala a verdade... Realmente funciona. Só que os próprios fazem recomendações extremas sobre os seus limites. Eles são incapazes de gerar o amor; fazendo somente a conquista. E nada mais.
Os consequentes são consequentes de cada um.
Pelo o que as pessoas se apaixonam, então? E por que?
Pela mentalidade, pelo sucesso, pelo dinheiro ou pelo espírito? Ou todos eles juntos, então? Não existe uma só obra que afirme o que seja o amor sem que seja através de questionamentos e metáforas. É tudo novo para nós, que já o sentimos desde que temos a capacidade de sentir. As dores que os acompanham, as felicidades.
Eterna solidão.
Sentir-se só mesmo estando numa multidão. Apreciar obras que falem de algo que acalmem os nossos corações. Ir e vir atrás de alguém que nos faça felizes, que nos preencha.
Será que todos nós, homens, somos assim afinal?
Sós? E precisamos do amor para nos sentirmos vivos e completos?
Chega de tantas interrogações, o jeito é aceitar. É impossível viver lutando contra uma força centanas de milhares de vezes mais fortes do que todos juntos.
Só, muito só. Mas em paz.

Yerick Douglas

Um comentário:

  1. Já cansei de falar do amor. É como se ele fosse um assunto interminável.

    Frase digna de ser tatuada, um ápice no texto.

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