Tantas mentes existem nesse mundo em que nós vivemos. Tantos corações, olhos, bocas... tantos sorrisos, tantas esperanças. As pessoas vem e vão, andam e se recolhem no seus infinitos particulares, imaginando, vivendo a vida que elas mesmas escolheram antes de nascer. Brigas internas, conflitos, aflições. Talvez o mundo não fosse o mar de rosas que sempre imaginamos.
Sofremos simplesmente por viver. Estando a mercê de qualquer estímulo externo; seja a palavra dita, seja um gesto de carinho, um grito, uma punição. É como se fossemos somente uma marionete na mão daquelas pequeninas coisas que direcionam nossas formas de pensar e as nossas atitudes.
Tudo o que queremos, sempre, é sermos dono da própria vida. Mas, infelizmente para todos, isso é impossível. Não conseguimos tomar conta nem dos nossos sentimentos, quanto mais do universo que nos rodeia. Certo dia em frente ao mar, fiquei olhando a lua e as ondas, como normalmente faço em meus cotidianos momentos de reflexão. Parei, observei cada estrela, dei algumas explicações para uma adorável companhia. Mas e só.
Não adianta saber de tudo. Nem adianta ter conhecimento acadêmico, científico, palpável, sem haver coragem no coração de enfrentar, e bater de frente, todo santo dia, cada minuto, cada segundo, contra aquela força que nos ataca friamente.
Já cansei de falar do amor. É como se ele fosse um assunto interminável. Não adianta quantas poesias, quantos textos, quantas músicas falem dele, parece que ele é eterno. No final, tudo o que podemos fazer é exemplifica-lo, e tentar tratar dos sintomas que ele apresenta. Digo: o amor não tem cura.
Qual a forma de contágio, então?
O que leva uma pessoa a se apaixonar por uma, e não por outra? O que necessário para se munir os sentimentos por um outro alguém? Despertar em outrem a paixão mais avassaladora, o sentimento puro e sincero?
Momentos? Seria fácil demais. Atitudes? Idiotice.
Não existe fórmula mágica para se fazer o amor; ainda que o seu nascimento seja um mistério. Apesar de que livros e mais livros foram feitos para se ensinar a como conquistar um ser do sexo oposto. Excelente, a grande maioria deles fala a verdade... Realmente funciona. Só que os próprios fazem recomendações extremas sobre os seus limites. Eles são incapazes de gerar o amor; fazendo somente a conquista. E nada mais.
Os consequentes são consequentes de cada um.
Pelo o que as pessoas se apaixonam, então? E por que?
Pela mentalidade, pelo sucesso, pelo dinheiro ou pelo espírito? Ou todos eles juntos, então? Não existe uma só obra que afirme o que seja o amor sem que seja através de questionamentos e metáforas. É tudo novo para nós, que já o sentimos desde que temos a capacidade de sentir. As dores que os acompanham, as felicidades.
Eterna solidão.
Sentir-se só mesmo estando numa multidão. Apreciar obras que falem de algo que acalmem os nossos corações. Ir e vir atrás de alguém que nos faça felizes, que nos preencha.
Será que todos nós, homens, somos assim afinal?
Sós? E precisamos do amor para nos sentirmos vivos e completos?
Chega de tantas interrogações, o jeito é aceitar. É impossível viver lutando contra uma força centanas de milhares de vezes mais fortes do que todos juntos.
Só, muito só. Mas em paz.
Yerick Douglas
Já cansei de falar do amor. É como se ele fosse um assunto interminável.
ResponderExcluirFrase digna de ser tatuada, um ápice no texto.